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Eu e a televisão

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O televisor é, hoje, algo banal em Cabo Verde. Logo nas primeiras semanas de vida, a maioria dos bebés começa a familiarizar-se com as imagens e os sons do pequeno ecrã. Mas não era isso tão banal há quatro ou cinco décadas. O meu primeiro televisor, a preto e branco, marca Ionust (não estou certo da ortografia), adquiri-o quando, aos 28 anos, visitei a antiga Rússia Soviética. Com ele cheguei a sintonizar as emissões da TV de Hilário Brito e da TVEC (primeira estação pública de televisão de Cabo Verde). Comprei o meu primeiro televisor a cores, da marca PHILIPS , no estabelecimento comercial de Carlos Veiga (Tio), quando tinha 30 ou 31 anos! Após duas décadas, ainda funciona! Mas foi mais precoce a minha experiência como telespectador: era eu garoto, talvez de 10 anos, quando tive o ensejo de assistir, pela primeira vez, à transmissão televisiva de um dos jogos do Campeonato do Mundo de Futebol, através de um aparelho a preto e branco que o Engenheiro Hilário Brito trouxe da Prai...

Meu aniversário

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Ontem, acrescentei mais um ano aos que já tinha, ficando, ipso facto, mais velho. E eis que me lembro daquela do meu velho que respondeu do seguinte modo à minha pergunta sobre a idade dele: quarenta e quinze! Lembrando-se, saudosamente, do quanto lhe haviam sido particularmente felizes os anos quarenta da sua vida, o meu pai não queria ser um cinquentão, receando, porventura, que, na década seguinte, já não tivesse tanta sorte quanto antes. E a solução engenhosa que encontrou foi passar a contar os anos que ia fazendo da seguinte forma, a partir dos 49: quarenta e dez, quarenta e onze!... Não que quisesse esconder a idade, mas pelo mero prazer, algo juvenil, de brincar com coisas sérias. E eu, que achei excelentes os meus anos quarenta, decidi seguir o exemplo do saudoso pai, passando a contar os meus anos da mesma forma: quarenta e dez, quarenta e onze... Não que eu queira esconder a idade, mas, também, pelo mero prazer de brincar.  Aos 40 e ...treze!